Quem tem e-mail ou circula pela internet certamente já recebeu ou viu aquele monte de ilustrações onde aparecem pessoas em situações sociais – numa mesa de restaurante, numa reunião de amigos num parque, dentro do carro, etc… – em que todas estão olhando e manipulando seus celulares ou tablets. Esses dias recebi um desses no qual as pessoas eram crianças em situações muito sugestivas, uma delas bastante simbólica: os brinquedos com expressão muito amuada indo embora enquanto a menina estava mergulhada em seu tablet, totalmente indiferente ao que acontecia a sua volta. O e-mail trazia como título: “Para onde vamos? Está certo?” Uma boa pergunta cuja resposta é incerta, embora eu ache que os brinquedos sabem muito bem para onde estão indo !!!
Mês: maio 2014
CON … SUMIDOR
Nós vivemos tempos curiosos. Desde que o homem se conhece como tal suas organizações culturais já lhe forneceram várias formas coletivas de identificação, indicando maneiras de como ele deve conceber-se, ou seja, compreender o que ele é. Acompanhando a linha do tempo constatamos que estes padrões identificatórios vão descendo gradativamente do céu para a terra, e nesta para o indivíduo. A sociedade contemporânea gira em torno da mercadoria, nome genérico para a variedade de bens que são oferecidos nesse mercado global que virou o planeta. O que sustenta a cadeia produtiva que culmina na mercadoria é seu ponto final. O homem consumidor, também chamado de cliente, o padrão ao qual todos nos identificamos.